03.03 11:00 Brincadeira de criança ou estratégia de gente grande?
Há uma ideia generalizada de que as redes sociais são puro passatempo, coisa de desocupado e, pra ir mais fundo, que não passam de diversão de criança. Afinal, qual adulto do mundo real teria tempo para joguinhos divertidos? Para comprar moedinhas e melhorar a infraestrutura de uma fazenda virtual? Pois é, como trata-se de um fenômeno ainda muito recente, talvez haja um preconceito natural com essas redes, assim como aconteceu com a internet quando ela passou a estar à disposição das empresas e do público. A rede mundial de computadores era coisa pra fazer torcer o nariz, pois tudo que é novo assusta e dá espaço para achismos que podem falsear conceitos e objetivos. Então, é possível que as redes sociais recebam o mesmo tratamento dado à internet. É só o acúmulo de conhecimento sobre o assunto, somado à disponibilidade de tempo para explorar seus recursos, o que vai provar, passo a passo, o valor dessa ferramenta. Acreditamos que seja possível chegar, então, à conclusão de que ela pode ser muito útil para a sociedade, desde que sua utilização seja bem dosada, é claro.
Para começar, vale desmistificar um conceito sobre o público que acessa essas redes. Já se sabe, por exemplo, que a média de idade do usuário de rede social é de 37 anos. O usuário do Twitter tem, em média, 39, enquanto o do LinkedIn tem 44, o do Facebook, 38 e do MySpace, 31. O cenário foi traçado por um estudo feito pelo site de tecnologia Royal Pingdom.
Também vale ressaltar alguns dados que ajudam traçar um panorama do mundo virtual hoje. Só no Brasil, do total de pessoas que acessam a internet, 79% fazem parte de alguma rede social. E o número não é pequeno. Segundo relatório da Akamai Techologies, o Brasil é o 9º país que mais acessa a internet no mundo. São quase 70 milhões de brasileiros conectados à rede, segundo Ibope Mídia. Números que podem aumentar com a chegada da banda larga popular, que prevê mais de 90 milhões de acessos até 2014.
E os brasileiros adoram as redes. Em outubro de 2009, o Twitter tinha 8,7 milhões de brasileiros. Só em 2008, o microblog cresceu 1.382%. Aliás, a Língua Portuguesa é a terceira língua mais usada no Twitter, segundo a consultoria francesa Semiocast.
Desenvolvimento de habilidades
Muito além de divertimento, as fazendas virtuais, lanchonetes e aquários apresentam a possibilidade de desenvolver habilidades de gente grande. Só a Farm Ville, jogo acessado dentro da rede social Facebook, tem mais de 80 milhões de usuários e exige boa administração e relacionamento, fatores que são fundamentais para fazer girar qualquer negócio na atualidade, principalmente os não virtuais.
Este cenário nos oferece a possibilidade de um novo olhar sobre as redes sociais, pois elas, as redes, representam mudanças de comportamento na sociedade, proporcionam mais interação entre os públicos e estreitamento das relações. No universo corporativo, as empresas precisam estar preparadas para agregar esses novos canais à estratégia de comunicação tradicional. A utilização das redes e dos jogos sociais será cada vez mais constante, assim como acontece com o correio eletrônico hoje: quase todo mundo tem pelo menos um e-mail. E não é para brincar.
Por Valdirlei Soares – Publicitário e diretor de planejamento da Ascentbrand e Claudio Barbosa Santos – Professor e gestor de projetos online da Ascentbrand
Acho incrível como as redes sociais crescem e como o mercado aproveita cada oportunidade com esse crescimento, porém, é preciso tomar cuidade pois o controle sobre todas essas informações torna-se cada vez mais distante.
O Val é uma pessoa que admiro e aprendi muito, Claudio igualmente, um abraço e muito sucesso para AscentBrand e todo time.
Sandro em 04/03/2010 comentou:
Belo texto! Sem dúvida não há mais volta e a internet é tão poderosa que estes sites de relacionamento crescem de maneira espantosa (como vocês citam os números)contando com a divulgação dos próprios usuários. Gostaria de sugerir um artigo de vocês, comentando sobre a possibilidade destas maiores redes sociais serem abraçadas pelos grande conglomerados da internet e o impacto que isso geraria.