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Da Redação
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19.08 09:00 ACI comemora os 178 anos da imprensa catarinense com muita maturidade, afirma Ademir Arnon
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Chico Alves (Da Redação Revista Making Of)
Presidente da Associação Catarinense de Imprensa, Ademir Arnon será reconduzido ao comando da entidade para mais um biênio, juntamente com a nova diretoria, no próximo dia 25 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). Ainda contabilizando bons resultados da primeira gestão, Ademir deposita em sua equipe diretiva a capacidade da entidade em unir quantidade e qualidade nas empreitadas assumidas. Para seu presidente, pluralidade e interiorização são as bases do crescimento da ACI, que hoje experimenta importante crescimento de valorização e visibilidade junto à sociedade catarinense. A seguir, Ademir Arnon explica como a entidade mantém acento e voz no Trade de Comunicação do Estado preservando seu caráter agregador, mantendo sempre abertas as portas da Casa do Jornalista para os amigos e os bons debates.
Revista Making Of – Como a entidade está preparando as comemorações dos 178 anos da imprensa catarinense?
Ademir Arnon – Sem dúvida, a entidade chega às comemorações dos 178 anos da imprensa catarinense com muita maturidade graças evidentemente aos nossos parceiros, à participação efetiva de todos os diretores, graças às nossas parcerias público-privadas e do apoio de diversas instituições e do trade da comunicação. Assim, a Associação Catarinense de Imprensa chega aos 178 da fundação da imprensa em Santa Catarina com muita responsabilidade, já que a entidade passou a ter, em caráter definitivo, uma atuação estadual. Nós temos hoje quatro diretorias, e esse ano vamos efetivar a diretoria regional de Blumenau, e queremos também efetivar a regional de Lages. E, contando hoje, com cerca de 380 associados. Vale lembrar que a entidade cresceu muito passando a ter muita representatividade, mas com uma estrutura, digamos, doméstica. Nós ainda não dispomos de uma estrutura que acompanhe o crescimento da entidade e a importância que a ACI passou a ter nos últimos cinco anos.
MKOF – Quais os desafios de comandar uma entidade que experimenta um crescimento evidente e com isso tendo uma maior responsabilidade junto ao mercado e à sociedade?
Ademir Arnon – Eu sempre fui um profissional de bastidor, atuando na parte executiva, e sempre foi esse o meu papel, trabalhando na área de contato e de representatividade nas entidades que atuei. E com o advento de eu ser indicado, por consenso, para suceder o jornalista Moacir Pereira, realmente, foi uma responsabilidade muito grande. Mas vale lembrar, que se não fosse o apoio dos nossos diretores, e aqui não gostaria de enumerar mas não posso deixar e destacar a figura do Róger Bitencourtda Débora Almada, do Carlos Stegmann, do Marco Aurélio Gomes, enfim, do Billy Culleton, do Gonçalo Pereira, do nosso Conselho Superior, sempre atuante. E do próprio Moacir Pereira, que tem sido um conselheiro particular, pois é meu amigo. Então, acho que isso fez com que eu enfrentasse esse desafio. Agora, é evidente que conduzir uma entidade como esta não é fácil, mas sem dúvida é prazeroso, de muita responsabilidade por que a ACI é uma entidade plural e multiprofissional, com um grupo variado de parceiros.
MKOF – A lista de apoiadores das comemorações dos 178 anos da fundação da imprensa catarinense parece demonstrar a pluralidade com que a entidade vem atuando. Temos ali marcas concorrentes no mercado, mas que estão dando suporte às ações da ACI. Como unir tantas marcar ao entorno da entidade?
Ademir Arnon – Eu acho que isso demonstra a nossa política: agregar. Nós somos uma entidade que temos esse caráter associativo e ao mesmo tempo contribuir para melhorar a qualificação de nossos profissionais de comunicação. E quando digo isso, são todos: jornalistas, radialistas, repórteres fotográficos, cinematográficos, publicitários, enfim, toda uma gama de profissionais que habitam a nossa entidade. No ano passado, por exemplo, tivemos um sucesso muito grande que foi o MBA em jornalismo corporativo. Para esse ano, a Débora Almada, junto com outros diretores, já está fazendo um contato com a Universidade Tuiuti, do Paraná, para realizarmos outro MBA. E no dia 25 de julho, tivemos um grande evento, dentro da semana da imprensa, em Chapecó, que é dirigida magistralmente pelo jornalista Marcos Bedin. Na ocasião, foi assinado convênio com a UNOESC para um curso de Jornalismo Econômico em de pós-graduação, sendo o primeiro do Estado.
MKOF – Nesse cenário, é oportuno repercutir qual o seu entendimento sobre o fim da regulamentação da profissão de jornalista? O senhor entende que outras profissões ligadas à comunicação poderão seguir essa linha, digamos, da não exigência de formação superior?
Ademir Arnon – Eu entendo depois de julgado, cabe-se cumprir. E infelizmente, eu acho que a maneira com que foi laborado esse tema junto ao Supremo, e muito bem conduzido pela FENAJ, houve alguns equívocos por parte dos ministros. Primeiro, eu acredito que nós como entidade plural nós defendemos a formação universitária. Na questão da exigência do diploma para exercício da profissão, a questão cartorial, nós advogamos que há necessidade de passar por uma escola. Os antigos profissionais de comunicação, lá em 1979, não tinham o curso para ingressar, e nos formávamos em outras academias, como o Direito, as Ciências Sociais, História, Geografia, enfim. E acho que com certeza esse fato irá refletir em outras áreas, como a publicidade e propaganda por exemplo. E por fim, entendo que o que deveria acontecer era uma reavaliação da formação universitária, que me parece precária. Só em Santa Catarina existem 15 cursos de jornalismo. Assim, o que a ACI precisa fazer é fortalecer esses profissionais, e é nesse viés que não vamos ficar discutindo a questão do diploma, mas temos é que investir na qualificação, profissionalização e capacitação de nossos profissionais.
MKOF – Isso também não é uma maneira de manter o profissional do mercado próximo à associação, e por consequência, perto dos colegas?
Ademir Arnon – Sem dúvida. Para dar um exemplo, nos últimos anos editamos mais de 25 livros. Só neste mês de agosto vamos lançar três títulos. Então, a entidade tem buscado exatamente a parceria entre profissionais da área de comunicação. Como somos uma entidade plural, temos em nossos quadros proprietários de veículos de comunicação, diretores de agências de propaganda, publicitários, radialistas e jornalistas.
MKOF – Nesse segundo mandato como presidente o que o senhor pretende desenvolver a frente da entidade nesse biênio?
Ademir Arnon – Eu sou a favor de um mandato, pois uma segunda gestão sempre apresenta mais complicadores por que naturalmente há um desgaste maior. Eu só resolvi aceitar esse novo desafio em consenso com os meus diretores, que são pessoas as primeiras pessoas que eu consulto, pois não são poucos os desafios de comandar uma entidade que além de regionalizada, está nacionalizada e até mesmo internacionalizada. Eu estou viajando em setembro para mais uma missão na Itália onde temos convênio com a Ordem de Jornalistas do Vêneto, com a Ordem Nacional de Jornalistas da Itália e com diversas Associações de Jornalistas daquele país, como também da Associação de Imprensa Italiana no Brasil. Mantemos convênio também com a Associação Latino Americana e com as três associações de correspondentes estrangeiros que no Brasil. E ainda temos relações institucionais na Holanda, na Alemanha e na França, país que viajo todos os anos justamente para estimular essa integração. Ainda não conseguimos fazer missões e eventos com esses parceiros pois ainda nos falta o aporte financeiro. Mas com a participação de todos os nossos diretores, e eu posso contar com os melhores profissionais de comunicação de Santa Catarina, tenho certeza que é uma meta a ser atingida.
MKOF – Qual o papel da ACI junto ao trade de comunicação? Qual deve ser o papel de uma entidade como a ACI?
Ademir Arnon – Eu acho que o trade de comunicação surgiu por iniciativa de três grandes figuras da comunicação do Estado de Santa Catarina: Moacir Pereira, quando era presidente da ACI, Ranieri Moacir Bertoli, ex-presidente da Acaert, e o Saulo Silva, ex-presidente do Sindicato das Agências de Publicidade de Santa Catarina. Hoje, eu, o Daniel Araújo, a Marise Westphal Hartke, a Rosa Estrela, o Marcos Barbosa, o Amer Felix, o Miguel Gobi, é que temos satisfação de representar nossas entidades nessa importante mesa. Por isso, eu acredito que a ACI tem acento fixo no trade de comunicação pois a nossa associação faz parte de sua fundação. Sendo assim, eu acredito que nós só temos é que fortalecer cada vez mais o nosso trade, que mantém reuniões mensais de trabalho para discutir temas comuns.
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