Há bem pouco tempo, nossos meios de comunicação se resumiam a umas duas ou três emissoras de TV aberta e mais uns dois ou três jornais impressos e a nossa estação de rádio favorita. Os que ouvem FM achando que as AM não tinham audiência e vice versa. Aí veio a internet, a interatividade, os blogs e hoje, cada um pode ser dono de seu próprio veículo de comunicação. O blog de fulano. O mundo de beltrano. Então, a gente diz que comunicação é também relacionamento, é estar próximo e a internet nos apresenta ao Orkut, faceboock, twiter. As emissoras de tvs se multiplicaram. São abertas, fechadas, interativas, digitais, analógicas, tem pra todo gosto. Tem de todo tipo. Certamente tem gente querendo saber onde se pretende chegar com tudo isso e eu repondo: na mais das tradicionais formas de comunicação dos tempos. O Tetê-a-tete. Cara-a-cara. Na personalização da comunicação.
Na anti-controle remoto e a favor de uma comunicação plena, sem ruídos, sem intervenção, em prol do livre comércio. Então, aconteceu à segmentação, a customização da comunicação mercadológica, e, com ela, o no-break, o informecial e uma constante luta pela atenção da audiência e não apenas por sua audiência propriamente dita. As nomenclaturas também se multiplicaram e o que antes era marketing agora é: de guerrilha, viral, institucional, político, esportivo... e os consumidores continuam os mesmos de sempre: em busca do melhor, do mais barato e do que os surpreenda mais. Seja através do humor, da interatividade, da sua própria participação no processo de comunicação: o consumidor manda.
O mercado obedece. Está no mercado quem aparece para o público que interessa. Interessa ao público quem tem algo para oferecer a ele: promoção, desconto, ou o simples ato do divertimento, da informação, uma novidade, um diferencial ou simplesmente tudo isso, apresentado de forma diferente, atrativa, emotiva ou racional, mas sempre, personalizada, olho-no-olho; para ganhar o mercado dente-por-dente.
*Flamarion de Cerqueira Reis é publicitário e profissional de marketing. Atualmente, colabora para diversos veículos de comunicação escrevendo sobre propaganda e mercado e atua na área de venda direta representando uma marca de cosméticos para a Bahia. |