O que a pesquisa de veiculação publicitária, de Santa Catarina, tem a ver com o seu emprego? 
por Chico Alves

Ao divulgar o montante de investimentos em veiculação publicitária ocorridos em Santa Catarina no ano de 2008, o trade da comunicação no Estado apresenta ao mercado além de sua força e pujança, seu compromisso social. A pesquisa do Instituto Mapa – parceria com a Acaert, Sinapro /SC, Abap/SC, ADI, Adjori e Sindejor –, traz entre os números e índices, indicadores sociais importantíssimos. Os R$ 816,4 milhões de investimentos aportados nas 211 empresas consultadas geram importantes 7.828 empregos diretos, não contabilizados fornecedores, prestadores de serviços e outros postos de trabalhos provocados em toda a cadeia. Para ilustrar, teríamos ainda, gráficas, produtoras de vídeo e de áudio, bureaus, fotógrafos etc.

Na divisão do nível de emprego nos veículos, os jornais são o meio que mais demandam estrutura humana para sua realização, por isso respondem por 40,2% dos empregos, o que equivale a 3.153 funcionários. Em segundo lugar, com 36,2%, estão as rádios, que mantém trabalhando 2.381 funcionários; seguidos da televisão aberta, com 13,5% (1.057 postos); seguidos pelas empresas de mídia exterior com 5,4% (421 funcionários); e depois as revistas com 2,4% dos empregos (188 funcionários), e as televisões por assinatura com 2,3% (178 funcionários).

Se de um lado, a análise por meios coloca os jornais em franca dianteira na retenção de mão de obra, a distribuição geográfica dos operários da comunicação reforça traços históricos da ocupação do território catarinense. Pólos regionais aglutinam um maior contingente de habitantes, que concentram um maior número de veículos, que gera um maior volume de oferta de trabalho. Uma análise aritmética e social simples que serve para entender o que a pesquisa nos apresenta. Se um lado, a concentração urbana da Grande Florianópolis emprega 2.119 funcionários (27,1% do total), a extensão da região Oeste exibe 1.573 postos (20,1%). Completam o quadro, a pujança do Vale do Itajaí (18,5%) e do Norte (16,5%), a força do Sul (10,8%), e a influência de Lages e região (7,1%).

Nesse cenário, a consolidação da ‘indústria sem chaminés’ da comunicação é evidente, e sua sustentabilidade, uma defesa apresentada em percentuais. A base da interpretação não fica por conta de uma leitura ufanista dos números, mas pelo crescimento ‘no tempo’ dessa atividade. Se em 2005 havia 7,4 mil postos, com quedas consecutivas em 2006 (7,2 mil) e 2007 (6,8 mil), a retomada do crescimento em 2008 (7,8 mil), demonstra nessa linha de tempo uma flutuação saudável em torno de 10 pontos percentuais, que podem sim, ser interpretados, como um cenário virtuoso frente às inúmeras crises que atingiram setores importantes da economia catarinense, e que poderiam ter flagelado o setor de comunicação de maneira bem mais particular não fosse a organização das associações representativas.

Em tempo: na entrega dos resultados aos convidados e integrantes do trade da comunicação, nesta quinta-feira (20), em Florianópolis, marcaram presença dois braços fortíssimos da organização empresarial e política de Santa Catarina. O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Alcantaro Corrêa, e o Governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, foram conhecer em primeira mão os números da pesquisa. Pelo prestígio, a previsão de crescer outros 10% em 2009, ultrapassando a casa dos R$ 900 milhões em investimentos apontado pela pesquisa, dá musculatura ao prognóstico.